Maria Martins  (167 views)

What is Maria doing now?

Eu? Eu habito a praia dos meus sonhos, onde as marés nunca se cansam de estar cheias... É lá que me encontram!
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Processo Casa Pia : Nov 23, 2008
Mais uma montanha que vai parir um rato?
Tanta gente medalhada no Dia de Portugal e Catalina Pestana?
Mulher de coragem e... Timor tão longe...

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May 6 6:55 PM
maria says:
 
Muitos parabéns! Joquinhas. Joni Mitchell-California (BBC – 9 October 1970)
 
 
Apr 26 1:57 PM
 
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Feb 12 4:03 AM
 
Ora bem. A Maria esqueceu-se da palavra-passe para entrar aqui no seu HI5 e precisava muito de falar com a outra Maria (Seixal?), que tb é amiga do João...
Beijos para vocês
 
Jan 25 2:37 PM
João says:
 
Há sempre uma comoção especial com ele.
 
Jan 12 7:40 AM
 
Então?... sonhar viver sonhar viver sonhar, caminhar... viver sonhar... lutar... caminhar... sonhar (ninguém é só. não faças caso que hoje falta-me inspiração). Beijinho. Antonio Machado - "Cantares"
 
Dec 24, 2008 3:58 AM
João says:
 
Maria, venho à praia com esperança - que terrível sensação - que nos pudessemos esquecer que isto do Natal é hoje e amanhã. Se vires a Lua, dizes-lhe?
 
Dec 21, 2008 1:20 PM
maria says:
 
Feliz Natal para toda a Terra e que os sonhos sempre se reproduzam muito, muito, muito... Feliz Natal, Maria! Um grande beijo desde céu dos sonhos de Brel:

 
Dec 13, 2008 1:24 AM
 
Autor : Tomaz Vieira da Cruz (Angola)

Título : "N'gola - Flor de Bronze"

Filha de branco que morreu na guerra
e de uma preta linda do Libolo,
o teu olhar até de noite encerra
todo o luar das lendas do Catolo!

Ó flor estranha! já não tem consolo
a tua magoa, a tua dor na terra!
Ó flor estranha do febril Capolo
neta dum soba que perdeu a guerra!

Estátua ardente em bronzeadas chamas
que tentação e perdição derramas
por sobre a história negra, quase finda!

Neta dum soba que acabou chorando,
filha de branco que morreu lutando
e duma preta tristemente linda!
_____________________________________

Com uma terna beijokinha! Rui
 
Dec 6, 2008 11:45 AM
maria says:
 
Bjinhos.
 
Dec 5, 2008 2:11 AM
Maria says:
 
"Solid, solid as a rock..." Gosto! Embora viva em zona sismica...
 
Dec 4, 2008 12:08 PM
 
Tenta este: é a mesma canção do outro. Johnny fais moi mal (Boris Vian)
 
Nov 30, 2008 4:17 PM
maria says:
 
Bjinhos com conchas!
 
Nov 28, 2008 5:16 PM
 
É nessa tua praia que o fogo mora.
 
Nov 23, 2008 10:11 AM
 
A solidão... Não sei bem o que ela é, sei que há tantas emoções, sentimentos que emergem, entrechocam, e surge a solisão. Estar em solidão, no aconchego, sem confrontos, sabe bem, mas a realidade exige outra coisa... vivê-la na superfície do social. Bom resto de Domingo.
 
Nov 14, 2008 5:04 AM
João says:
 
Há já algum tempo.

"Para se ser livre é preciso coragem, muita coragem. E, desde logo, coragem para uma escolha fundamental, a do respeito por si mesmo. Porque é bem mais fácil sobreviver acobardando-se do que escolher viver livremente. Os locais de trabalho, a vida política, a mera existência social, estão (basta olhar em volta) cheios de cobardes de sucesso. O jornalismo não é, e porque haveria de ser?, excepção, pois a pusilanimidade e a cumplicidade dão menos incómodos e rendem mais que a dignidade. Mas, enquanto na vida politica e social, o preço da liberdade é a solidão (as águias, como Nietzsche escreve, voam solitárias; os corvos andam e grasnam em bandos), no jornalismo o preço é às vezes a própria vida. Anna Politkovskaya escolheu a liberdade e pagou com a vida. Mas a Rússia é um lugar longínquo e entre nós não se dão tiros na nuca a jornalistas, na pior das hipóteses despedem-se. É, por isso, fácil chorar por Anna Politkovskaya, basta só um pouco de falta de pudor. Assim, os jornais portugueses encheram-se nos últimos dias de grasnidos e lágrimas de crocodilo vertidas por gente que, na sua própria vida profissional, escolhe o salário do medo. Alguns conheço-os eu e, como no soneto de Arvers, hão-de ler-me e perguntar "De quem falará ele?".

Manuel António Pina
in “Jornal de Notícias”-10/10/2006
 
Nov 11, 2008 7:56 PM
 
"Não é a fome, mas, pelo contrário, a abundância, o excesso de energias, que provocam a guerra."

José Ortega y Gasset


"O importante é a lembrança dos erros, que nos permite não cometer sempre os mesmos. O verdadeiro tesouro do homem é o tesouro dos seus erros, a larga experiência vital decantada por milénios, gota a gota."

José Ortega y Gasset

"Muitos homens, como as crianças, querem uma coisa, mas não as suas consequências."

José Ortega y Gasset

"A ciência consiste em substituir o saber que parecia seguro por uma teoria, ou seja, por algo problemático."

José Ortega y Gasset


"O que distingue um grande poeta é o facto dele nos dizer algo que ninguém ainda disse, mas que não é novo para nós."

José Ortega y Gasset
 
Nov 6, 2008 7:04 PM
 
Le temps perdu


Si peu d'oeuvres pour tant de fatigue et d'ennui !
De stériles soucis notre journée est pleine :
Leur meute sans pitié nous chasse à perdre haleine,
Nous pousse, nous dévore, et l'heure utile a fui...

"Demain ! J'irai demain voir ce pauvre chez lui,
"Demain je reprendrai ce livre ouvert à peine,
"Demain je te dirai, mon âme, où je te mène,
"Demain je serai juste et fort... pas aujourd'hui."

Aujourd'hui, que de soins, de pas et de visites !
Oh ! L'implacable essaim des devoirs parasites
Qui pullulent autour de nos tasses de thé !

Ainsi chôment le coeur, la pensée et le livre,
Et, pendant qu'on se tue à différer de vivre,
Le vrai devoir dans l'ombre attend la volonté.


René-François SULLY PRUDHOMME
 
Oct 28, 2008 7:33 AM
 
Fernando Pessoa

MISTÉRIO DO MUNDO

I
Quero fugir ao mistério
Para onde fugirei?
Ele é a vida e a morte
Ó Dor, aonde me irei?


II
O mistério de tudo
Aproxima-se tanto do meu ser,
Chega aos olhos meus d'alma tão [de] perto,
Que me dissolvo em trevas e universo...
Em trevas me apavoro escuramente.


III
O perene mistério, que atravessa
Como um suspiro céus e corações...


IV
O mistério ruiu sobre a minha alma
E soterrou-a... Morro consciente!


V
Acorda, eis o mistério ao pé de ti!
E assim pensando riu amargamente,
Dentro em mim riu como se chorasse!


VI
Ah, tudo é símbolo e analogia!
O vento que passa, a noite que esfria,
São outra coisa que a noite e o vento —
Sombras de vida e de pensamento.

Tudo o que vemos é outra coisa.
A maré vasta, a maré ansiosa,
É o eco de outra maré que está
Onde é real o mundo que há.

Tudo o que temos é esquecimento.
A noite fria, o passar do vento,
São sombras de mãos, cujos gestos são
A ilusão madre desta ilusão.


VII
Mundo, confranges-me por existir.
Tenho-te horror porque te sinto ser
E compreendo que te sinto ser
Até às fezes da compreensão.
Bebi a taça [...] do pensamento
Até ao fim; reconhecia pois
Vazia, e achei horror. Mas eu bebi-a.
Raciocinei até achar verdade,
Achei-a e não a entendo. Já se esvai
Neste desejo de compreensão,
Inalteravelmente,
Neste lidar com seres e absolutos,
O que em mim, por sentir, me liga à vida
E pelo pensamento me faz homem.
............................................................................
............................................................................
..........................................E neste orgulho certo
Fechado mais ainda e alheado
Me vou, do limitado e relativo
Mundo em que arrasto a cruz do meu pensar.


VIII
Cidades, com seus comércios...

Tudo é permanentemente estranho, mesmamente
Descomunal, no pensamento fundo;
Tudo é mistério, tudo é transcendente
Na sua complexidade enorme:
Um raciocínio visionado e exterior,
Uma ordeira misteriosidade —
Silêncio interior cheio de som.


IX
Já estão em mim exaustas,
Deixando-me transido de terror,
Todas as formas de pensar [...]
O enigma do universo. Já cheguei
A conceber, como requinte extremo
Da exausta inteligência, que era Deus...
........................................................................
Já cheguei a aceitar como verdade
O que nos dão por ela, e a admitir
Uma realidade não real
Mas não sonhada, [como o] Deus Cristão.
........................................................................
...Falhados pensamentos e sistemas
Que, por falharem, só mais negro fazem
O poder horroroso que os transcende
A todos, [sim,] a todos.
Oh horror! Oh mistério! Oh existência!
........................................................................


X
O segredo da Busca é que não se acha.
Eternos mundos infinitamente,
Uns dentro de outros, sem cessar decorrem
Inúteis; Sóis, Deuses, Deus dos Deuses
Neles intercalados e perdidos
Nem a nós encontramos no infinito.
Tudo é sempre diverso, e sempre adiante
De [Deus] e Deuses: essa, a luz incerta
Da suprema verdade.


XI
Nos vastos céus estrelados
Que estão além da razão,
Sob a regência de fados
Que ninguém sabe o que são,
Ha sistemas infinitos,
Sóis centros de mundos seus,

E cada sol é um Deus.

Eternamente excluídos
Uns dos outros, cada um
É universo.


XII
Num atordoamento e confusão
Arde-me a alma, sinto nos meus olhos
Um fogo estranho, de compreensão
E incompreensão urdido, enorme
Agonia e anseio de existência,
Horror e dor, [agonia] sem fim!


XIII
Fantasmas sem lugar, que a minha mente
Figura no visível, sombras minhas
Do diálogo comigo.


XIV
Não, não vos disse ... A essência inatingível
Da profusão das coisas, a substância,
Furta-se até a si mesma. Se entendesses
Neste ou naquele modo o que vos disse,
Não o entendesses, que lhe falta o modo
Por que se entenda.


XV
Do eterno erro na eterna viagem,
O mais que [exprime] na alma que ousa,
É sempre nome, sempre linguagem,
O véu e capa de uma outra cousa.

Nem que conheças de frente o Deus,
Nem que o Eterno te dê a mão,
Vês a verdade, rompes os véus,
Tens mais caminho que a solidão.

Todos os astros, inda os que brilham
No céu sem fundo do mundo interno,
São só caminhos que falsos trilham
Eternos passos do erro eterno.

Volta a meu seio, que não conhece
os deuses, porque os não vê,
Volta a meus braços, melhor esquece
que tudo só fingir que é.

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